quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Bacon é vida... será?!




            Ultimamente é muito comum vermos posts de refeições que se dizem saudáveis com a presença ilustre do bacon. Será que este bacon realmente é saudável? Trará os benefícios à sua saúde? Será que todos podem consumir? E a porção, será a mesma para todos? Ou é só visualizar um prato de uma blogueira ou até mesmo de um nutricionista e fazer igual?

            Um relatório recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um alerta em relação aos alimentos embutidos. Segundo uma pesquisa feita pela Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (Iarc), embasada por mais de 800 artigos, o consumo dessas substâncias aumenta em 18% o risco de câncer. A Iarc descobriu que o consumo de 50 g de embutidos aumenta 18% o risco de câncer colorretal. Os alimentos aos quais eles se referem são especialmente os preparados com carnes: salsicha, presunto, linguiça, carne enlatada e carne seca. Segundo estudo da OMS, 34 mil pessoas morrem  por ano devido ao consumo de carne processada.

            Antes de existir a geladeira, os alimentos precisavam ser consumidos no mesmo dia em que eram preparados ou então precisavam ser conservados através da utilização de fumaça e sal. E foi dessa forma que surgiram as carnes defumadas e o famoso e amado bacon.

            A carne processada é aquela que foi modificada para melhorar seu sabor ou sua preservação por meio de salga, secagem, fermentação, defumação ou outros processos. A maioria delas contém carne de porco ou de boi, mas também pode ter outros tipos de carne ou produtos como sangue.

Mas nutri, e se eu fizer um bacon artesanal resolveria a situação? Bom, se formos comparar entre o comercial e o artesanal, o último provocará menos malefícios à saúde. Mas isso não significa que o bacon artesanal possa ser consumido sem moderação. “A receita feita em casa, além da carne, possui açúcar e sal de cura: nitrito ou nitrato de sódio. Esses ingredientes também têm potencial cancerígeno”, adverte. Por isso, o importante é moderar na quantidade.

            O bacon comum tem conservantes, estabilizantes, antioxidantes, espessantes, corantes e realçadores de sabor, passa pelo processo industrial com nitratos e nitridos adicionados, fumaça líquida, e glutamato monossódico. O artesanal será menos pior justamente por não conter tantos aditivos.

            Desta maneira eu como profissional da saúde não indico qual é o melhor, mas sim, dentre os dois o que provocaria menos malefícios ao organismo: o artesanal. Mas é sempre bom lembrar, vamos utilizar o bom senso. Paremos com inversão de valores, dietas da moda, imitações de dietas alheias! Consuma comida de verdade. Quanto mais natural for o alimento, com certeza a saúde agradecerá e muito!

E independente da fonte, moderação e autoconhecimento é a chave para a boa saúde.

Vá até um Nutricionista e este sim calculará e repassará o que realmente o seu corpo necessita.





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Nutricionista Isabela Faria Campos    
CRN-ES 13101141
Sócia e Proprietária da Clínica Espaço Nutrir. Graduada no curso de Nutrição pela Universidade Federal do Espírito Santo.
Pós graduada em Nutrição Funcional e Nutrigenômica: Implicações Práticas na Nutrição Clínica e Esportiva. Mestranda em Ciências da Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Nutricionista voluntária na Associação Crescer Com Viver. CRN.ES-13101141

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