quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Óleo de coco ajuda no emagrecimento?!



O óleo de coco é um óleo extraído da fruta coco e existem dois tipos desse alimento funcional, o refinado e o extra virgem. O primeiro é feito a partir do coco seco, enquanto o segundo é feito com o coco fresco. Normalmente, o óleo de coco é encontrado em estado líquido em altas temperaturas, só ficando sólido e branco abaixo de 25 graus.

O uso do óleo de coco para tratamento da obesidade tem recebido grande destaque na mídia, fato que refletiu uma corrida dos consumidores às lojas buscando uma solução milagrosa para perda de peso. Mas será que realmente temos dados eficazes que comprovam este efeito? A nutri aqui, foi atrás de em média 15 artigos sobre este determinado tema e vai repassar algumas observações a vocês caros leitores.

O óleo de coco é classificado como gordura saturada. Sabe-se que o nível de saturação determina a consistência da gordura em temperatura ambiente. Quanto maior o grau de saturação, mais dura a gordura será. No entanto, o óleo de coco é uma exceção, pois apesar de ser altamente saturado, é liquido, devido à predominância de ácidos graxos de cadeia média (AGCM).

De acordo com os defensores extremistas do óleo de coco, este ajuda a prevenir e tratar uma série de condições médicas. Entretanto, é preciso ter cautela, afinal o óleo de coco APRESENTA INÚMEROS BENEFÍCIOS, porém é uma gordura e, co­mo qualquer outra, quando consumida em excesso, engorda e traz os malefícios. Entretanto, a maioria dos consumidores não possui as devidas orientações sobre o uso desses óleos.

Existem diversos modos de consumir o óleo de coco, sendo alguns destes: líquido puro, em receitas, por cima das frutas e em forma de suplementos (capsulados).

Veremos alguns estudos adiantes a respeito do consumo de óleo de coco e os resultados em diversas populações:

Em um estudo analisado por COX e colaboradores (1995), acompanharam mulheres com hipercolesterolemia moderada que consumiram óleo de coco em determinada concentração proposta por 6 semanas. O que relataram como resultados é que os valores de LDL e Triglicérides destas voluntárias aumentaram após a dosagem continua do óleo de coco. Como resultado também evidenciou a não perda de peso deste grupo.

Em relação à perda de peso, os estudos com suplementos a base de óleo de coco são extremamente escassos e de baixo grau de evidência. Os defensores do óleo de coco se baseiam na teoria de que os Ácidos graxos de cadeia média (AGCM) são facilmente oxidados a lipídeos e não armazenados no tecido adiposo, quando comparados aos ácidos graxos de cadeia longa (AGCL). Por esta inferência, e pelo fato do óleo de coco ser rico em AGCM e pobre em AGCL, seu uso poderia ter efeito no tratamento da obesidade.

Uma revisão de literatura de Dauber (2015), indica que ainda são escassos os estudos que avaliam os efeitos da ingestão de óleo de coco no tratamento da obesidade, seja pela redução de peso, da circunferência da cintura ou outros benefícios divulgados pela imprensa como redução do apetite e da saciedade.

Estes dados acima fornecidos reforçam o alerta aos profissionais de saúde para o esclarecimento da importância do emagrecimento e mudanças no perfil lipídico primeiramente com uma alimentação adequada, evitando-se o USO INDISCRIMINADO do óleo de coco como recurso.

São necessários essaios clínicos randomizados que avaliem a médio e a longo prazo as vantagens e/ou danos como utilização indiscriminada do óleo de coco.

Costa e outros autores (2015), fizeram um estudo exploratório e descritivo com levantamento bibliográfico. Não foi possível concluir realmente se os compostos presentes nesses óleos auxiliam no emagrecimento, pois, estudos ainda apontam resultados contraditórios, chegando à conclusão de que é necessária a realização de pesquisas mais aprofundadas e mais elaboradas para garantir resultados mais seguros e consistentes aos consumidores pelo possível aumento nas taxas de LDL, Colesterol e Triglicerídeos.

É importante ter em mente que a gordura saturada do óleo de coco, mesmo que com melhor composição que outras fontes de gordura saturada, deve ter seu consumo restrito. Ainda é válida a recomendação de que uma dieta de alta qualidade para saúde deve limitar a ingestão de gordura saturada (7% do valor calórico total da dieta), substituir gordura saturada por monoinsaturada e poliinsaturada, aumentar o consumo de ômega 3, fibras solúveis, vegetais e frutas.

Diante disso, considerando a influência dos ácidos graxos ingeridos sobre os fatores de risco das doenças cardiovasculares e sobre as concentrações plasmáticas de lipídeos e lipoproteínas, e o preço para a aquisição desse tipo de produto, o óleo de coco, quando utilizado, deve seguir os princípios da variedade, equilíbrio, moderação e prazer.

A recomendação é de que seja usado em pequenas quantidades e em preparações culinárias, preferencialmente compostas por alimentos in natura ou minimamente processados, não sendo recomendado para tratamento da hipercolesterolemia.

Ou seja, consumir óleo de coco não emagrece! Sim, ele é mais saudável do que outros óleos vegetais, porém consumir óleo de coco com café não fará você emagrecer.

Se  não tem certeza, a dica é que procure um Nutricionista, profissional capaz de adequar a ingestão de acordo com sua preferencia alimentar e necessidade. Para ver os vídeos da nutri, clique aqui!

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Nutricionista Isabela Faria Campos    
CRN-ES 13101141
Sócia e Proprietária da Clínica Espaço Nutrir. Graduada no curso de Nutrição pela Universidade Federal do Espírito Santo.
Pós graduada em Nutrição Funcional e Nutrigenômica: Implicações Práticas na Nutrição Clínica e Esportiva. Mestranda em Ciências da Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Nutricionista voluntária na Associação Crescer Com Viver. CRN.ES-13101141

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