terça-feira, 5 de abril de 2016

Vou começar a correr: um tênis e vontade ou é preciso algo mais?



Para começar a entender essa mecânica, vamos conhecer os principais grupos musculares responsáveis pela corrida: 

·         Panturrilha (popular "batata da perna").
·       Tibiais Anteriores (musculatura anterior da perna, conhecido popularmente como musculatura da "canela").
·         Quadríceps (musculatura da parte anterior da coxa).
·         Isquiotibiais (musculatura da parte posterior da coxa).
·         Adutores (musculatura localizada na parte medial da coxa).
·         Abdutores (musculatura localizada na parte lateral da coxa).
·         Glúteo (conhecido popularmente como "bumbum").
·         Região Lombar (parte inferior da coluna).
·         Região Torácica (parte superior da coluna).
·         Região Cervical (parte medial da coluna). 

Viu como correr parece simples, mas não é tão simples assim? Por isso uma orientação profissional para correr é fundamental. Correr é uma das atividades mais democráticas que existe, mas também uma das mais problemáticas e que podem sim, causar sérios danos a sua saúde. 

É muito importante fazer um bom trabalho de base, fase onde o atleta/corredor precisa dedicar um período de aproximadamente 8 semanas tendo como objetivo realizar treinos em ritmos mais leves com distância ou tempo maiores. 

Outro ponto importante nessa fase é o treinamento de força, preparando a musculatura e os tendões para os desafios futuros. Tanto a musculação quanto o treinamento funcional podem ser utilizados para este fim. O Treinamento Funcional é um excelente aliado do atleta/corredor, pois neste método a base do treino é o próprio corpo, desenvolvendo a consciência corporal, força, agilidade, coordenação e equilíbrio. Já falamos dele aqui.

Ele ajuda a melhorar a técnica da corrida, sua velocidade, economia de energia e o mais importante, diminui drasticamente o risco de lesões. No período de base o Treinamento Funcional pode ser realizado 3 vezes por semana com o objetivo de aumentar a força, a coordenação e o equilíbrio muscular. 
 

Exercícios como agachamento, afundo, panturrilhas, flexão de braço e barra fixa podem ser executados utilizando apenas o próprio corpo aumentado ou diminuindo a intensidade de acordo com a velocidade e a amplitude do movimento. 

Quanto mais lento e mais amplo o movimento, mais intenso ele se torna. No período de base, deve se treinar para aumentar a força muscular, principalmente dos membros inferiores e do core (região central do corpo, veja mais sobre ela aqui), mas sem esquecer dos membros superiores também muito utilizado na corrida. Quando for executar um exercício seja ele qual for no Treinamento Funcional é muito importante que o atleta/corredor pense no movimento que ele está executando, percebendo qual músculo está envolvido naquele movimento. 

Isso porque geralmente existe muito desarranjo muscular, ou seja, um músculo acaba sendo mais exigido do que outro em um movimento, onde na verdade deveria ter uma coordenação entre os músculos envolvidos, realizando o movimento com menor sobrecarga entre eles, possibilitando uma economia de energia e consequentemente um aumento de velocidade.

Após passado o período de base, diminui-se para 2 sessões de treino semanais com 3 séries de 12 a 20 repetições, pois chega o período de focar seu objetivo no seu próximo desafio, aumentado a intensidade dos treinos de corrida, mas sem deixar o treino de força de lado, pois ele com certeza é seu aliado para prevenção de lesões e aumento da sua força, resistência e velocidade. 

Portanto, se você não usa o treinamento de força em sua rotina de treino, experimente, certamente você sentirá a diferença em seu desempenho. Então fortaleça seus músculos, coração e pulmão e corra em busca dos seus sonhos.
Se ficou alguma dúvida, deixe sua pergunta que eu respondo!
 
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Felipe Toscano Destefani, personal trainer, formado pela UFES. Atua nesse mercado há 15 anos. Especialização (Latu Senso) em treinamento desportivo e treinamento funcional.
 

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